MARCUS VINÍCIUS FAUSTINI - Diretor Teatral, Cineasta e Escritor
Marcus Vinícius Faustini é autor de "Guia Afetivo da Periferia", construído durante sua trajetória dos conjuntos habitacionais e druante a prática da criação e realização como encenador, realizador cinematográfico e secretário de cultura. Atualmente, organiza série de encontros, oficinas e eventos, em parceria com Heloísa Buarque de Holanda, voltados para in(ter)venções urbanas no IBAM Cultural e na UFRJ: "A Palavra da Periferia – APALPE”.Também n´A Cena da Cidade ensaia a peça “EU ME LEMBRO”, adaptação do livro em questão, com estreia marcada para novembro no Teatro 3 do Villa-Lobos, no Rio de Janeiro.
Histórico
Marcus Vinícius Faustini, carioca de 38 anos, cresceu no Cesarão, maior conjunto habitacional do Rio de Janeiro em Santa Cruz. Com formação em teatro e cinema, Faustini como é chamado, destaca-se na cena cultural desde 1998. Antes disso, teve uma passagem significativa pelo movimento estudantil chegando a ser vice-presidente da AMES-RJ.
Em 1999, dirigiu, adaptou e assinou a cenografia e a trilha sonora de Capitu (do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis). Sucesso de crítica e público, o espetáculo revelou o diretor na cena carioca. Em 2000 remontou o clássico Eles Não Usam Black Tie (escolhido pela crítica como um dos melhores espetáculos do ano), consolidando-se como respeitado diretor. Em 2001, Black Tie estreou em São Paulo. Ainda no ano de 2000 lecionou interpretação na CAL (Casa das Artes Laranjeiras) e criou a Cia de Teatro Brasileiro, com a qual realizou projetos de destaque na cena carioca: o elogiado projeto Comédias Cariocas de Costumes, um estudo sobre a maior vertente do teatro brasileiro, o projeto A Família no Teatro Brasileiro, uma análise da trajetória da família através do teatro e mais recentemente o Ciclo Dias Gomes, onde verificou a trajetória do mais versátil e coerente de nossos dramaturgos.
Em 2001, dirigiu em São Paulo a última peça escrita por Gianfracesco Guarnieri, o musical "A Luta Secreta de Maria da Encarnação". Faustini já trabalhou com atores de reconhecimento notório tais como André Valli, Ednei Giovenazzi, Sebastião Vasconcelos, Suzana Faini, Ana Lúcia Torre, Othon Bastos, Rogério Fróes, Alice Borges, Carla Marins, Alexandre Barilari, Duda Mamberti, Mário Borges, Eliane Costa, Bel Kutner, Leonardo Netto, Silvio Ferrari, Maria Ribeiro, Anderson Muller, Luciana Rigueira, Jorge Neves, Eduardo Moscovis, Tereza Seiblitz, Joana Fomm, Edson Fieski, Carmo Dallavechia, Elisa Lucinda, Roberto Bomtempo, Marcélia Catarxo, Vinícius Oliveira, entre outros.
Em 2002 dirigiu seu primeiro filme "Chão de Estrelas", um documentário sobre a vida do artista brasileiro, que reunia depoimentos de Fernanda Montenegro até um travesti que desejava ser ator. O filme aborda as dificuldades de alcançar o sonho dourado de ser ator no país. O documentário foi bastante elogiado pela crítica e participou de dois festivais.
Em 2004 desenvolveu outras atividades, foi um dos realizadores do também elogiado Seminário "Das Utopias ao Mercado", que juntou intelectuais e artistas importantes como Maria Rita Khell, Marcelo Yuka, Carlos Zílio, entre outros. Além do Seminário dirigiu o clássico setentista "Hoje é dia de Rock" de José Vicente. Ainda em 2004 assumiu a convite da Prefeitura do Rio a direção artística do TEATRO DA CIDADE DAS CRIANÇAS em Santa Cruz, onde criou o projeto REPERIFERIA que considera o principal de sua trajetória. O projeto Reperiferia ampliou sua rede de atuação; indo para São Gonçalo e Nova Iguaçu.
Em 2006 Faustini lançou nos cinemas seu segundo documentário: "Carnaval, bexiga, funk e sombrinha" sobre o universo contraditório das turmas de clóvis/bate -bolas que existem na periferia do Rio.O filme ganhou menção honronsa na 11º Mostra do Filme Etnográfico. Ainda em 2006 dirigiu o espetáculo "A Hora da Estrela" que fez temporada em vários teatros do Rio, e também o infantil "A comédia do Coração" de Ariano Suassuna, ambos sucesso de público e crítica. Em julho de 2006 o Projeto Reperiferia, coordenado por Faustini criou a Escola Livre de Cinema de Nova Iguaçu, a primeira escola de audiovisual totalmente gratuita da baixada fluminense, chegando a ter impacto na periferia do Rio de Janeiro. Além dela cria também a Escola Livre de Teatro, localizada em Santa Cruz.
Em 2007 dirigiu o espetáculo teatral contemplado pelo Prêmio Myriam Muniz – Funarte, "O Inimigo do Povo" de Henrik Ibsen, ficando em cartaz em janeiro deste ano no Espaço Cultural Sérgio Porto.
Convidado pela Prefeitura de Nova Iguaçu, Faustini assumiu em 2008 a pasta da Secretaria de Cultura e Turismo do município, na qual permaneceu até início de 2010. Em 2009 lança pela editora Aeroplano seu primeiro livro – Guia Afetivo da Periferia – que narra a trajetória de um jovem estudante de teatro pela cidade do Rio de Janeiro. O romance recebeu críticas positivas do Jornal O GLOBO, Revista LER (Portugal), Jornal do Brasil, Revista BRAVO, entre outros. Faustini neste momento prepara a adaptação de um roteiro cinematográfico a partir do livro e dá início ao processo de montagem teatral também a partir do livro.
|