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Fabianna de Mello e Souza
 

Fabianna de Mello e Souza integrou, entre 1997 e 2005, a companhia francesa do Théâtre du Soleil dirigida por Ariane Mnouchkine, tendo participado como atriz das temporadas na  Cartoucherie, em Paris, e de excursões da companhia à Rússia (Moscou) em 1998, ao Japão, Coréia, Austrália, Bélgica, Suíça e Canadá em 2001, à Itália e à Alemanha em 2004, à Austrália, aos Estados Unidos (Nova York) e de novo à Alemanha em 2005. Em 2003 apresentou-se com o Théâtre du Soleil no Festival de Avignon, no sul da França. Em 1999, realizou viagens de estudos ao Japão e a Taiwan, onde pesquisou as tradições do teatro japonês e a arte das marionetes chinesas. Em 2005 iniciou-se com o mestre Djmat nas artes do teatro Topeng de máscaras balinesas na Indonésia e estudou o estilo Kendy de dança em Colombo (Sri Lanka).

Topeng

"O teatro balinês é físico, gestual, possui a dança, a mímica e o canto bem diferente do teatro psicológico tal como o entendemos no ocidente", diz Fabianna.
O Topeng é um teatro dançado, musicado e com máscaras. A palavra Topeng significa “pressionada contra o rosto”. Encena os personagens arquétipicos da sociedade balinesa e relata episódios históricos e místicos das histórias dos reis de Bali: os Babad.

Os atores dançarinos alternam-se em papéis que representam as altas castas e utilizam máscaras inteiras ou, com meias máscaras, representando os Bondrès, personagens populares. Como em todo teatro dançado balinês a regra é a despersonalização do ator. Sua pessoa não deve em absoluto transparecer, ela deve estar ausente, ou vazia, para deixar entrar o outro: um antepassado, ou um arquétipico, o modelo positivo ou negativo. O Rei, o ministro, o padre, o valete, o turista, devem ser os mesmos, independentemente do ator. A máscara determina, o que em bali é chamado de “Solah”, o comportamento. Quer dizer, o outro que vem e agita no corpo do ator, que renuncia a si mesmo.

Ao mesmo tempo sério e cômico, sagrado e profano, no teatro Topeng os aspetos satíricos não alteram em nada sua dimensão ritualística, tecem cotidianamente as ligações entre o passado e o presente, anulam a diferença e congelam o tempo num instante.
 

 

 

 


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