Delson Antunes é ator, diretor, professor, dramaturgo e pesquisador de teatro. Licenciado em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), concluiu o mestrado em Teatro na Uni-Rio, especializando-se em História do Teatro Musical Brasileiro, em 1996.
Como ator e diretor participou de mais de 40 espetáculos teatrais, apresentadas em Brasília, Rio de Janeiro e em diversas cidades brasileiras. Em Brasília, foi premiado como autor pela peça infantil Hoje Tem Marmelada em 1982, e prêmio de montagem, em 1983, por A Farsa de Yarim no Céu de Mandacaru. Ambos os prêmios foram concedidos pela Fundação Cultural do Distrito Federal.
Foi professor de artes cênicas em escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro. Coordenou, por dez anos, juntamente com Françoise Forton, o Curso livre de interpretação teatral, em Niterói.
Como professor de interpretação ministrou diversas oficinas de iniciação ao teatro e de reciclagem para profissionais no Rio de Janeiro, Niterói, Curitiba e Brasília. Montou e coordenou o curso de formação de atores do Senac-Rio, lecionou interpretação na Casa de Dramaturgia Carioca e , atualmente trabalha com pequenos grupos oficinas sobre métodos de interpretação, além de dirigir grupos de montagem no Curso Camilla Amado.
Em 2004, publicou o livro Fora do Sério- Um Panorama do Teatro de Revista Brasileiro pela coleção História Visual, da Funarte. Em 2006, publicou o artigo O Homem do Tro-lo-ló – Jardel Jércolis e ao Revista brasileira dos anos 20, na revista Percevejo da Uni-Rio. Atualmente, trabalha em pesquisa sobre os Processos Criativos do Ator.
Seus últimos trabalhos em teatro foram o roteiro e assistência de direção do espetáculo Sapatinhos Vermelhos, de Caio Fernando Abreu, dirigido por Camilla Amado, em 2006. No mesmo ano dirigiu Entre Quatro Paredes, de Jean Paul Sartre, apresentada no Teatro Villa-Lobos. Em 2007, roteirizou e
dirigiu o O Homem Vivo, de Bertolt. Brecht, indicado para o Prêmio Shell de melhor atriz (Camilla Amado) e melhor iluminação(Luis Paulo Neném).
Ainda em 2007, dirigiu Anjo Malaquias, de Afonso Drummond e Eloí Calage, sobre a obra o poeta gaúcho Mário Quintana, também indicado ao Prêmio Shell de roteiro. Anjo Malaquias recebeu, ainda, os seguintes prêmios no festival de Teatro do Rio em 2008: Melhor iluminação, melhor roteiro, melhor ator
coadjuvante, melhor direção e o prêmio de melhor espetáculo do festival dado por júri popular.
Em 2008, co-dirigiu, com Camilla Amado A mais Forte, de A Strindberg, no SESC-Copacabana, Rio de Janeiro e encenou a peça catalã Morrer ou Não, de
Sergi Belbel, no Teatro da Justiça Federal, no CCJF, Rio.
Projetos em movimento - 2009
- Desenvolver e aprofundar a pesquisa sobre processos criativos do ator- com o objetivo de uma posterior publicação. Esta pesquisa parte da necessidade de investigar os possíveis caminhos percorridos pelo ator na aventura da criação de um personagem.
- Realizar cursos de métodos de interpretação, como reciclagem para atores profissionais.
- Realizar Cursos de interpretação para iniciantes.
- Desenvolver projeto de um espetáculo sobre Fernando Pessoa, que será apresentado a partir de dezembro de 2009.
- Desenvolver um projeto de espetáculo sobre o dramaturgo Arthur Azevedo para ser apresentado periodicamente nos espaços do Iban - atividade em processo de realização com os alunos das oficinas.
- Orientar uma oficina de roteiro teatral adaptado.
- Apresentar o espetáculo Jazz do Coração, sobre a poetisa carioca Ana Cristina César.
- Dar continuidade ao trabalho de "Os Lagartos", fundado por um grupo de atores em fins de 2008, com o objetivo de estudar e pesquisar diferentes
- linguagens, unindo o teatro à música, para a posterior criação e apresentação de espetáculos .
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